ao abrir das cortinas
as manhãs azuis
se tornam mais azuis
quando a bailarina
começa a dançar
com suas pernas firmes
ao compasso da música
voa em movimentos
leves e ágeis e catalisa
olhares embevecidos
com tamanha agilidade
seu corpo delgado
se alça no espaço
desafia a gravidade
que por momentos
deixa a respiração
de quem a assiste
em suspenso com
o fácil desempenho
a bailarina azul
com seu balé azul
nos transporta
nos leva à lugares
nunca dantes
por nós caminhado
a bailarina azul
nas manhãs azuis
com seu balé azul
se fixa na nossa
retina graças
ao pincel mágico
da artista captando
assim o espetáculo
do movimento
que é a vida
Nenhum comentário:
Postar um comentário