A água, num vai e vem, molda as pedras da praia. O infinito se funde com o
céu, formando uma só figura. À esquerda, a terra invade o mar, impondo sua
magnitude de elemento natural, brigando para ocupar seu espaço. Mais à
esquerda, acima desse braço de terra, o céu vermelho traz a presença de mais um
elemento para completar a cena fotográfica: o fogo.
Assim temos a terra, o fogo, a água e o ar.
Quatro elementos necessários para a vida. Quatro elementos fixados num papel,
revelando a sensibilidade do artista.
Retificando: cinco elementos. Se não fosse o
papel, não estaria eu, neste momento, admirando essa obra fotográfica.
Talvez alguém ponderasse: “Mas e a máquina –
digital ou analógica? O filme usado, a lente, a revelação? Esses elementos não
contam?” Claro que contam, e muito. Mas são elementos secundários. Foram apenas
meios necessários para a criação da obra — assim como o papel, a caneta, o
computador, o teclado, e até eu, que aqui escrevo, sou apenas parte do processo
para a criação literária. Para a criação deste texto.
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