domingo, 2 de fevereiro de 2020

Continuando o aprendizado do aprendiz no mundo quântico ou V Encontro Quântico.


Gostaria de saber se algum médico, cientista, terapeuta ou alguém capacitado – lembrei-me de Dr. Frankenstein – já “abriu” a cabeça de um ansioso. Vocês não imaginam como trabalha a mente de um fulano que sofre desse transtorno, se é que posso chamar de transtorno o que para mim é. O cara um mês antes já começa a sofrer. Como vai ser, será assim ou assado, será frito ou passado na brasa, será malpassado ou temperado, é uma catástrofe a mente do sujeito, nem imaginam. É claro que estou colocando uma pitada de exagero, mas não é muito diferente, se coloquem no lugar de um. Principalmente se o convidam para ter uma participação no evento, uma pequena, pequena participação mesmo. Para ele se torna um problemão, aí então a adrenalina sobe a estratosferas. Mas, por favor, não é por isso que não o convidam mais, pelo contrário, aí é que devem convidarem, pois em um determinado tempo creio que toda essa paranoia desaparecerá. Assim espero.
Pois bem, depois de todo esse preambulo sobre a mente de um ansioso, com os anseios resolvidos tecnicamente, me preparei para ir ao V Encontro Quântico. Esse vai ser diferente dos outros, pensei e ao mesmo tempo disse, é claro que vai ser diferente, sempre será, isso é que torna, não só os encontros diferentes como tudo o que nos acontece, fabuloso. Por mais parecido que seja, por mais repetidos que seja, lá na essência, na sua profundeza um dia sempre será diferente de outro dia, você nunca pega o lápis da mesma maneira. A diferença aqui é o fato que eu teria e tive, essa pequena participação. Isto porque, a Adriana, pessoa de uma luz fabulosa, me convidou a expor pequenos textos. Aí a mente começou a trabalhar: “mas não tenho nada relativo ao tema do encontro, que textos vou escolher?” O que prontamente foi solucionado pela Adriana: “não precisa ser sobre o tema quântico, pode ser o que você achar melhor.” Meu peito subiu e desceu suspirando, não vou dizer aliviado, mas contente. Passei quase uma semana escolhendo os textos, e por fim os escolhidos mandei e vocês puderam ler.
Como a Adriana disse para colocar no papel o que fazemos num dia, vou fazer aqui o que fiz nesse domingo. O dia amanheceu frio e por causa disso resolvi ficar mais tempo na cama e, quando fui ver, levantei-me as nove e meia. Olha só o ansioso: depois da higiene matinal, pensei: “já vou ficar pronto para sair.” Isso era umas dez horas e só sairia a uma hora, quer dizer depois de muito estudar a hora que iria sair, pensei meio-dia e meia, quinze para uma, é que resolvi sair a uma hora. Mas antes tive que resolver outro problema de ansiedade, como levaria os vasos? Coloco numa caixa de sapato? Não deu certo, enfim encurtando, achei uma caixa de papelão que coube todos e essa caixa de papelão dentro de duas sacolas grandes. Ao meio-dia mais ou menos tomei um café para não sair de estomago vazio. Bom, aí até esperar a uma hora que tinha resolvido sair, ouvindo como sempre música, coloquei uma blusa pois estava frio, e ao mesmo tempo achei que não estava frio e, nesse vou de blusa ou não vou de blusa, deu uma hora, tirei a blusa e fui para o ponto de ônibus. Não me apressei, e no ponto chegava um micro-ônibus, dava para pegar, mas não quis, pensando: tenho tempo. Não vou chegar cedo. Poucos minutos depois chegou outro e em quinze minutos descia na estação do metrô Penha. Era mais ou menos, vinte para uma estava na plataforma. Não vou pegar o primeiro, vou esperar o segundo metrô. E enquanto esperava ouvi música, um piano gostoso sai dos alto falantes, relaxante, foi quando começou a tocar o tema do filme Blade Runner, e vou te contar, essa música é fabulosa, é um dos temas que mais gosto. Encurtando o papo que já está virando um romance, na Sé peguei a linha azul e, dentro do metrô, isto é, do trem, estava também, saindo dos alto falantes música. Achei fenomenal. Na próxima estação entrou uma moça e sentou perto de mim.
- Puxa! Essas músicas acalmam, muito bom, não acha?
Concordei, e começamos a conversar, e ela começou a criticar a linha vermelha dizendo que tinha raiva quando era preciso ir na casa da amiga que morava para aqueles lados. Retruquei defendendo a Zona Leste mencionando os horários de picos etc. e tal, e disse, defendendo meu bairro:
- Olha cuidado, é capaz de você morar para esses lados.
- Deus me livre, e rindo desceu no Paraiso.
Logo cheguei na estação Mariana e com duas longas passadas estava no espaço Niss. Fui recebido pela bela Ariadne e Adriana. Comentando uma coisa aqui outra ali, dispusemos os vasos encostados a parede. Ao adentrar – lendo umas das histórias no Wattpad todas as vezes que o personagem central entrava em algum lugar, o autor usava essa palavra, adentrar aqui adentrar ali – entrando no ambiente logo percebi a disposição das cadeiras, estavam dispostas em meia volta. Cumprimentei o pessoal que já estavam lá, e não precisei esperar muito e a bela e simpática Mariane deu início ao encontro. E a primeira, não sei se posso dizer atração, ao comando de Adriana fizemos uma meditação conectando uns aos outros e ao Todo. Logo em seguida foi apresentado a continuação dos estudos do livro Mentes in-formadas na voz preciosa de Adriana que, nos explicou vários níveis da pirâmide quântica, entrelaçamento, e outros itens relevantes ao estudo quântico. E para demonstrar como é um entrelaçamento, foi distribuído vários pedaços de barbante, os quais eu observava que do seu canto Ariadne cortava, quer dizer, não sabia que era barbantes, mas percebi que seria alguma atividade e, dito e feito, estávamos cada um segurando uma ponta do barbante e a outra ponta outro participante segurava. No final da distribuição criou-se um grande emaranhado de barbante pela sala toda. E com todos em pé a Ariadne perguntava:
- Quem estuda mecânica quântica?
E quem dissesse sim, tinha que dar uma enrolada do barbante na mão, com isso as pessoas foram se aproximando uma das outras a cada pergunta formulada, onde foi evidenciado o quanto o entrelaçamento estava ligado uma ao outro e como afeta as pessoas. Foi muito bom. Elas capricham nas atividades proporcionando fácil entendimento. Minha gratidão. Depois não lembro qual a atividade que foi nos apresentado, o abraço, que já se tornou ato obrigatório conectando coração com coração, ou se foi o papel que nos foi entregue onde devíamos fazer uma declaração ao universo escolhendo umas das palavras afixadas no quadro a minha esquerda. Assim que todos escreveram e alguns leram, e a seguir, foi a vez da bela e simpática Aline fazer um emocionante depoimento de como descobriu o Hélio Couto e a mecânica quântica e quanto isso melhorou sua vida, tanto fisicamente como espiritualmente. Belo depoimento Aline, gratidão. Nesse momento Mariane anunciou o café que, como sempre, bem cuidado, café, chá e lanches e bolachas e, claro um bom papo com o pessoal se entrosando uns aos outros. Parabéns a equipe, grato pelo carinho. Terminado o gostoso café fomos aguardar o momento mais esperado dos encontros: a palestra. E o palestrante foi Sergio Frug que numa verve bem simples, sem ser muito didática falou sobre “A consciência quântica” e outros assuntos a todos interessados, discorreu numa flexibilidade no que domina muito bem: astrologia. Fiquei admirado com todo o seu conhecimento sobre o assunto que discorreu, com simplicidade e humildade, sem empregar termos técnicos que seria de difícil compreensão, encantou a todos. E assim, chegamos à apresentação da encantadora Dhara que acompanhada de um saxofonista, um tecladista e com o Wilson na percussão apresentou suas belas músicas encerrando mais um encontro. Mais um domingo entre amigos e amantes de estudos quânticos. Grato.

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