Gostaria de saber se
algum médico, cientista, terapeuta ou alguém capacitado – lembrei-me de Dr.
Frankenstein – já “abriu” a cabeça de um ansioso. Vocês não imaginam como
trabalha a mente de um fulano que sofre desse transtorno, se é que posso chamar
de transtorno o que para mim é. O cara um mês antes já começa a sofrer. Como vai
ser, será assim ou assado, será frito ou passado na brasa, será malpassado ou
temperado, é uma catástrofe a mente do sujeito, nem imaginam. É claro que estou
colocando uma pitada de exagero, mas não é muito diferente, se coloquem no
lugar de um. Principalmente se o convidam para ter uma participação no evento,
uma pequena, pequena participação mesmo. Para ele se torna um problemão, aí
então a adrenalina sobe a estratosferas. Mas, por favor, não é por isso que não
o convidam mais, pelo contrário, aí é que devem convidarem, pois em um
determinado tempo creio que toda essa paranoia desaparecerá. Assim espero.
Pois bem, depois de
todo esse preambulo sobre a mente de um ansioso, com os anseios resolvidos
tecnicamente, me preparei para ir ao V Encontro Quântico. Esse vai ser
diferente dos outros, pensei e ao mesmo tempo disse, é claro que vai ser
diferente, sempre será, isso é que torna, não só os encontros diferentes como
tudo o que nos acontece, fabuloso. Por mais parecido que seja, por mais
repetidos que seja, lá na essência, na sua profundeza um dia sempre será
diferente de outro dia, você nunca pega o lápis da mesma maneira. A diferença
aqui é o fato que eu teria e tive, essa pequena participação. Isto porque, a
Adriana, pessoa de uma luz fabulosa, me convidou a expor pequenos textos. Aí a
mente começou a trabalhar: “mas não tenho nada relativo ao tema do encontro,
que textos vou escolher?” O que prontamente foi solucionado pela Adriana: “não
precisa ser sobre o tema quântico, pode ser o que você achar melhor.” Meu peito
subiu e desceu suspirando, não vou dizer aliviado, mas contente. Passei quase
uma semana escolhendo os textos, e por fim os escolhidos mandei e vocês puderam
ler.
Como a Adriana disse
para colocar no papel o que fazemos num dia, vou fazer aqui o que fiz nesse
domingo. O dia amanheceu frio e por causa disso resolvi ficar mais tempo na
cama e, quando fui ver, levantei-me as nove e meia. Olha só o ansioso: depois
da higiene matinal, pensei: “já vou ficar pronto para sair.” Isso era umas dez
horas e só sairia a uma hora, quer dizer depois de muito estudar a hora que
iria sair, pensei meio-dia e meia, quinze para uma, é que resolvi sair a uma
hora. Mas antes tive que resolver outro problema de ansiedade, como levaria os
vasos? Coloco numa caixa de sapato? Não deu certo, enfim encurtando, achei uma
caixa de papelão que coube todos e essa caixa de papelão dentro de duas sacolas
grandes. Ao meio-dia mais ou menos tomei um café para não sair de estomago
vazio. Bom, aí até esperar a uma hora que tinha resolvido sair, ouvindo como
sempre música, coloquei uma blusa pois estava frio, e ao mesmo tempo achei que
não estava frio e, nesse vou de blusa ou não vou de blusa, deu uma hora, tirei
a blusa e fui para o ponto de ônibus. Não me apressei, e no ponto chegava um
micro-ônibus, dava para pegar, mas não quis, pensando: tenho tempo. Não vou
chegar cedo. Poucos minutos depois chegou outro e em quinze minutos descia na
estação do metrô Penha. Era mais ou menos, vinte para uma estava na plataforma.
Não vou pegar o primeiro, vou esperar o segundo metrô. E enquanto esperava ouvi
música, um piano gostoso sai dos alto falantes, relaxante, foi quando começou a
tocar o tema do filme Blade Runner, e vou te contar, essa música é fabulosa, é
um dos temas que mais gosto. Encurtando o papo que já está virando um romance,
na Sé peguei a linha azul e, dentro do metrô, isto é, do trem, estava também,
saindo dos alto falantes música. Achei fenomenal. Na próxima estação entrou uma
moça e sentou perto de mim.
- Puxa! Essas
músicas acalmam, muito bom, não acha?
Concordei, e
começamos a conversar, e ela começou a criticar a linha vermelha dizendo que
tinha raiva quando era preciso ir na casa da amiga que morava para aqueles
lados. Retruquei defendendo a Zona Leste mencionando os horários de picos etc.
e tal, e disse, defendendo meu bairro:
- Olha cuidado, é
capaz de você morar para esses lados.
- Deus me livre, e rindo
desceu no Paraiso.
Logo cheguei na
estação Mariana e com duas longas passadas estava no espaço Niss. Fui recebido
pela bela Ariadne e Adriana. Comentando uma coisa aqui outra ali, dispusemos os
vasos encostados a parede. Ao adentrar – lendo umas das histórias no Wattpad
todas as vezes que o personagem central entrava em algum lugar, o autor usava
essa palavra, adentrar aqui adentrar ali – entrando no ambiente logo percebi a
disposição das cadeiras, estavam dispostas em meia volta. Cumprimentei o
pessoal que já estavam lá, e não precisei esperar muito e a bela e simpática
Mariane deu início ao encontro. E a primeira, não sei se posso dizer atração,
ao comando de Adriana fizemos uma meditação conectando uns aos outros e ao
Todo. Logo em seguida foi apresentado a continuação dos estudos do livro Mentes
in-formadas na voz preciosa de Adriana que, nos explicou vários níveis da
pirâmide quântica, entrelaçamento, e outros itens relevantes ao estudo
quântico. E para demonstrar como é um entrelaçamento, foi distribuído vários
pedaços de barbante, os quais eu observava que do seu canto Ariadne cortava,
quer dizer, não sabia que era barbantes, mas percebi que seria alguma atividade
e, dito e feito, estávamos cada um segurando uma ponta do barbante e a outra
ponta outro participante segurava. No final da distribuição criou-se um grande
emaranhado de barbante pela sala toda. E com todos em pé a Ariadne perguntava:
- Quem estuda
mecânica quântica?
E quem dissesse sim,
tinha que dar uma enrolada do barbante na mão, com isso as pessoas foram se
aproximando uma das outras a cada pergunta formulada, onde foi evidenciado o
quanto o entrelaçamento estava ligado uma ao outro e como afeta as pessoas. Foi
muito bom. Elas capricham nas atividades proporcionando fácil entendimento. Minha
gratidão. Depois não lembro qual a atividade que foi nos apresentado, o abraço,
que já se tornou ato obrigatório conectando coração com coração, ou se foi o
papel que nos foi entregue onde devíamos fazer uma declaração ao universo
escolhendo umas das palavras afixadas no quadro a minha esquerda. Assim que
todos escreveram e alguns leram, e a seguir, foi a vez da bela e simpática
Aline fazer um emocionante depoimento de como descobriu o Hélio Couto e a
mecânica quântica e quanto isso melhorou sua vida, tanto fisicamente como
espiritualmente. Belo depoimento Aline, gratidão. Nesse momento Mariane
anunciou o café que, como sempre, bem cuidado, café, chá e lanches e bolachas
e, claro um bom papo com o pessoal se entrosando uns aos outros. Parabéns a
equipe, grato pelo carinho. Terminado o gostoso café fomos aguardar o momento
mais esperado dos encontros: a palestra. E o palestrante foi Sergio Frug que
numa verve bem simples, sem ser muito didática falou sobre “A consciência
quântica” e outros assuntos a todos interessados, discorreu numa flexibilidade
no que domina muito bem: astrologia. Fiquei admirado com todo o seu conhecimento
sobre o assunto que discorreu, com simplicidade e humildade, sem empregar
termos técnicos que seria de difícil compreensão, encantou a todos. E assim,
chegamos à apresentação da encantadora Dhara que acompanhada de um saxofonista,
um tecladista e com o Wilson na percussão apresentou suas belas músicas
encerrando mais um encontro. Mais um domingo entre amigos e amantes de estudos
quânticos. Grato.
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