Perdão disse uma vez, duas vezes, quatro vezes... parou. Que absurdo, disse mentalmente, no entanto algo confirmava que estava no caminho certo. Mas, foi então que perguntou:
- Por que?
- Por que o que, respondeu o subconsciente.
- De tudo isso. Proferir infindáveis de vezes laboriosamente a mesma palavra. Isso é burrice.
- Por que burrice?
- Porque é, oras bola.
Perdão dizia todas as coisa, perdão berrava as paredes, os móveis, o uísque no copo cheio de ar, ouvia por todos os cantos da mente, perdão, perdão...
Subiu no parapeito da janela e gritou:
- Perdão, meu pai, perdão. Eles não sabem o que fazem.
E se jogou no espaço silencioso onde as lágrimas não tinham vez.
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