Ao
poeta Cristiano Contreiras.
“A noite devorou o mundo”, ele disse ao clique
da máquina, e, audacioso caminhou com passos certos pelas ruas do mundo. Colheu
na palma da carne a noite iluminando sua alma carregada de esperança na vida,
na alegria, na paz e calma na certeza de noutro dia, caminhar mais uma vez na
noite devoradora. Sorriu, pois trazia no peito a luz das luzes alimentadora dos
poetas perdidos em devaneios poéticos.
“Não sou poeta”, ele respondeu ao vazio das
ruas, e o vazio das ruas respondeu: Aquele que tem na essência das palavras o
seu conteúdo, é poeta, assim como os poetas tem na alma a essência do mundo. E
mais uma vez feliz ele sorriu.
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