domingo, 29 de março de 2020

Diário 4.


Desenfreado isso é o que eu sou. Escrevo desenfreado onde o nada me acontecera se não conciliar as ações numa orgia de sentimentos insanos. O inverno congela as direções do corpo pouco se importando se isso ou aquilo possa me suceder. O fone preto permanece suspenso em minha mão.  Indeciso descubro que não tenho coragem para ouvir a voz de barítono no lamentoso chororô. O frio lança o silêncio como faca cortando as postas de carne. Repouso os dedos no vidro da mesa ao lado da esferográfica. Não preciso de muito para ser feliz. A manhã ensolarada muda o ambiente. Whisky, é de Whisky que me sirvo em plena amanhã bonita de luz. No armário da cozinha o vazio alimenta a fome, na geladeira o frio congela os espaços sem se importar se estou faminto ou não. Preciso eliminar a palavra preciso só assim conseguirei a precisão dos loucos momentos. Sou feliz com pouco. Como a vida é uma espera disso ou daquilo, perco sempre o instante em que posso agarrar o pulo do gato. Será que ter a companhia de um felino me faria bem? Não sou titia solitária ou estou me tornando uma?!

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