sexta-feira, 19 de junho de 2020

Contos surrealistas 142


Um conto apenas.

Branca fechou a porta. Com a atenção voltada ao que fazia, mexia a clara para fazer a neve do bolo, não percebeu que o relógio dava as badaladas das sete horas. Enxugou as mãos no avental.
- Mais uma vez estão atrasados. Aposto que pararam na taverna.
 Quando o príncipe e os sete anões chegaram à mesa estava ricamente arrumada.
- Meu querido príncipe e meus queridos anões, comam a vontade, preparei um bolo estupendo de sobremesa.
Assim que terminaram, Branca trouxe o bolo coberto de neve e deu um pedaço para cada um. Cinco minutos depois, o príncipe e os sete anões dormiam profundamente.
- Então, deu certo? – perguntou a Madrasta descendo as escadas.
- Diabolicamente certo. – respondeu Branca.
- Então vamos para a taverna que ninguém é de ferro.
E saíram as duas de braços dados, alegres e felizes.

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