domingo, 28 de junho de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.451(2020)


Bom dia. Mais um dia que agradeço por estar aqui pincelando estas palavras na iminência de serem lidas no futuro, se assim o forem.
Domingo, final de mês, sol a pino esquentando as dobras da vida, alardeando o vai e vem de vozes e andanças dos vivos. Mais um dia de confinamento em que as coisas no lento decorrer, algumas, são deixadas para mais tarde, ou para amanhã, ou para outro dia e quando vemos, procrastinamos os atos necessários sem ter noção no atulharmos de saudades. Noventa dias ou mais até, entre paredes pulsantes nos seus concretismos em que a vista cansada não sabe onde pousar o olhar. Se faz de tudo para enredar o tempo, para que não fiquemos a sua mercê na palidez de conviver consigo mesmo.
Domingo, final de mês, entrando nas festas juninas que esse ano não serão realizadas e se forem, será cada um na sua casa nos folguedos de São João saboreando pés de moleque, pipoca, quentão, vinho quente e outros comestíveis preparados para ocasião. Somos marionetes dos desejos e vontades a nos comandar sem ao menos questionarmos se os desejamos ou não. Com isso a felicidade se enrodilha nas vírgulas da paixão admoestando a carne refreada em sua moralidade disfarçada de risos.
Domingo, assim se corre ao seu final cumprindo mais um dia de esperança em acabar o confinamento para que todos voltem a normalidade sem correr perigo.
É isso...

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