Bom
dia. Boa noite. Boa madrugada. Não sei, são três horas e seis minutos. O
silêncio da madrugada é intenso, pesa nas estruturas do sentimento. Preciso e
não tenho vontade em dormir. O dia foi meio péssimo por ter acordado tarde.
Meus movimentos mecânicos se estruturavam nas ações invisíveis do movimento do
ar. Que merda! Mais uma vez procurando palavras. ..............................................................................................................................
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Bom
dia agora é, são nove horas e quarenta e quatro minutos. Manhã silenciosa.
Nenhum movimento. Sons esparsos e longínquos denunciando a vida que não se
esmorece. Sequencias mortas de se precipitar em fazer o que se deve e, talvez,
o que não se deve. Qual é a de maior urgência? O que não se deve? Pode ser, o
não dever tem a mesma atração do proibido. Se quer contar um segredo, mas que
não seja o revelador, é só dizer: vou te contar uma coisa, portanto não diga
para ninguém. Pronto, atiçou a língua de quem ouviu e o teu falso segredo corre
de boca em boca até chegar ao alvo. Ou, não é?
É
isso... ou, não é.
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