Quinta-feira.
manhã silenciosa. Poucos sons. Sinal de chuva. Frio. E assim vai. Percebem que
não sei o que escrever. Os dedos paralisados acima do teclado preto olham para
mim a espera de palavras que eu ordene para eles escreverem. Como não recebem
essa ordem, passam a escrever aleatoriamente sem dar a mínima para o que
escrevem. Oras bolas! E assim vão os dedos teclando letras a esmo num disparate
absurdo. Como faço para que me obedeçam? Não tem como, e, por outro lado acho
que não quero que parem, isto porque dessa cachola preguiçosa não sai coelho. O
meu, coelho saem é de cartola e não da cachola. Olha aqui não enchem tá, o
coelho é meu e eu o faço sair de onde eu quero, estamos entendidos! Está bem,
depois que o chamarem de louco não venha reclamar com a gente. Pois, é, palavras
por palavras seguidas uma das outras sem sequência lógica beirando o absurdo
dos absurdos. E lá vamos nós, melhor dizendo, lá vou eu intelectual de segunda
num experimentalismo frouxo compor mais um dia na minha vida de confinamento.
Bem... chega... pare...
É
isso ou não é.
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