segunda-feira, 6 de julho de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.455(2020)


         
            Quinta-feira. manhã silenciosa. Poucos sons. Sinal de chuva. Frio. E assim vai. Percebem que não sei o que escrever. Os dedos paralisados acima do teclado preto olham para mim a espera de palavras que eu ordene para eles escreverem. Como não recebem essa ordem, passam a escrever aleatoriamente sem dar a mínima para o que escrevem. Oras bolas! E assim vão os dedos teclando letras a esmo num disparate absurdo. Como faço para que me obedeçam? Não tem como, e, por outro lado acho que não quero que parem, isto porque dessa cachola preguiçosa não sai coelho. O meu, coelho saem é de cartola e não da cachola. Olha aqui não enchem tá, o coelho é meu e eu o faço sair de onde eu quero, estamos entendidos! Está bem, depois que o chamarem de louco não venha reclamar com a gente. Pois, é, palavras por palavras seguidas uma das outras sem sequência lógica beirando o absurdo dos absurdos. E lá vamos nós, melhor dizendo, lá vou eu intelectual de segunda num experimentalismo frouxo compor mais um dia na minha vida de confinamento. Bem... chega... pare...
            É isso ou não é.


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