Diário de um sentir – Caderno número 7.557(2020)
A
agitação aumentava ao passar dos minutos. Era um falar aqui, outro ali, uma voz
sobressaia acima das outras, os garçons iam e vinham na pressa de agradar aos
fregueses, garrafas e copos se elevavam sobre as cabeças num frenesi alucinado.
Já estava a mais de uma hora a espera. Nunca me importei de esperar o tempo que
fosse, contanto que viesse e, você surge na porta do bar correndo os olhos a
minha procura. Levanto a mão e ao me ver se dirigi a minha mesa passando pelo
mar de pessoas. Me levanto e te cumprimento com um abraço e um beijo. Depois,
num afetuoso carinho beijo o topo da tua cabeça.
—
Hum, delícia, está salgado.
— Claro, vim quase correndo, estou suado.
Em
seguida nos sentamos e por horas a fio ficamos conversando, trocando
figurinhas, falando amenidades, nunca tocamos no assunto do eu preciso de você,
você precisa de mim, nunca dissemos:
—
Te amo.
É
isso... ou, não é?
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