terça-feira, 17 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.557(2020)

 Diário de um sentir – Caderno número 7.557(2020)

 

           

            A agitação aumentava ao passar dos minutos. Era um falar aqui, outro ali, uma voz sobressaia acima das outras, os garçons iam e vinham na pressa de agradar aos fregueses, garrafas e copos se elevavam sobre as cabeças num frenesi alucinado. Já estava a mais de uma hora a espera. Nunca me importei de esperar o tempo que fosse, contanto que viesse e, você surge na porta do bar correndo os olhos a minha procura. Levanto a mão e ao me ver se dirigi a minha mesa passando pelo mar de pessoas. Me levanto e te cumprimento com um abraço e um beijo. Depois, num afetuoso carinho beijo o topo da tua cabeça.

            — Hum, delícia, está salgado.

              Claro, vim quase correndo, estou suado.

            Em seguida nos sentamos e por horas a fio ficamos conversando, trocando figurinhas, falando amenidades, nunca tocamos no assunto do eu preciso de você, você precisa de mim, nunca dissemos:

            — Te amo.

            É isso... ou, não é?

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