quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.558(2020)

         

            Quero contar uma história. Minha história. Uma parte da minha vida. A mais fascinante. Aquele momento cinematográfico sabe. Por onde começarei? Como começarei? Não sei. Pelo final? Isto é, os dias de hoje e rebobinando até chegar no início? Talvez.

            Olho o reflexo no espelho e me vejo a bola que se transformou minha barriga. Enorme, feia, ridícula. Você tem que se sentir satisfeito como você é, tem que se aceitar como você é. É o que profetizam os filósofos alquimistas quânticos de auto ajuda. Ser como você é. Tudo bem, me aceito como sou, concordo, aceito a velhice, meu rosto bonito enrugado, com olheiras, meus cabelos brancos e bonitos, minha feição fechada, meu egocentrismo, minha timidez mórbida, sim, me aceito como sou. Será? Ah! aceito até a retirada da próstata me atrofiando sexualmente se é que me entende, só não aceito, melhor dizendo, não consigo aceitar é essa bola descomunal que se tornou minha barriga. Bem... por enquanto...

            É isso... ou, não é?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vazia.

                                            Vazia. A minha mente está vazia.Vazia.Vazia.Tanta coisa as quais posso escrever e nada me vem à ...