Quero
contar uma história. Minha história. Uma parte da minha vida. A mais
fascinante. Aquele momento cinematográfico sabe. Por onde começarei? Como
começarei? Não sei. Pelo final? Isto é, os dias de hoje e rebobinando até
chegar no início? Talvez.
Olho
o reflexo no espelho e me vejo a bola que se transformou minha barriga. Enorme,
feia, ridícula. Você tem que se sentir satisfeito como você é, tem que se
aceitar como você é. É o que profetizam os filósofos alquimistas quânticos de
auto ajuda. Ser como você é. Tudo bem, me aceito como sou, concordo, aceito a
velhice, meu rosto bonito enrugado, com olheiras, meus cabelos brancos e
bonitos, minha feição fechada, meu egocentrismo, minha timidez mórbida, sim, me
aceito como sou. Será? Ah! aceito até a retirada da próstata me atrofiando
sexualmente se é que me entende, só não aceito, melhor dizendo, não consigo
aceitar é essa bola descomunal que se tornou minha barriga. Bem... por
enquanto...
É
isso... ou, não é?
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