sábado, 12 de dezembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.582(2020)

          

            Prezado caro amigo cinéfilo

 

            Terça feira, feriado, frio, estamos na primavera, talvez esse ano tenhamos neve no Natal. Não gosto de frio, quero sol. Esse meu cérebro está pensando em abordar esse projeto pela dificuldade em trazer a tona os acontecimentos cinematográficos de sua infância, não sei, talvez aos tropeções como foram as anteriores, sim, foram aos tropeções pois, ao reler as duas ou três cartas anteriores vejo quão fracas estão, e também não sei se estas chegarão aos seus olhos. No entanto vamos continuando, os dedos precisam se exercitar assim, como o cérebro tenho que colocá-lo em movimento, cérebro parado é sinal de pensamentos negativos, não é. Na anterior, na carta de sete mil e quinhentos e oitenta e um descrevi, tentei né, descrever como era o Cine Teatro Variedades, não sei se a empreitada foi sucesso. Assisti muito filmes nesse cinema, mas o que me vem a mente são apenas três clássicos da filmografia italiana: A Doce Vita, 8 ½ e Os Irmãos Roccos. Evidentemente que não entendi nada do conteúdo e não estava interessado nessas questões, somente a história que me interessava, um pouco dos atores e atrizes pois, eram eles que levavam o público ao cinema. “Hoje vai passar um filme com tal ator, vamos?” “Ah! com esse ator? Então o filme deve ser bom” esses eram os comentários, para nós pouco interessava o diretor, a fotografia, a música, coadjuvantes, e outras características, entende. E ao passar pelos enormes cartazes de Os Irmão Roccos ficava imaginando como seria o filme, para mim tinha a impressão de que era um filme de ação, de mafiosos, de bandidos, pois era proibido para menores de dezoito anos, foi uma das minhas frustrações cinematográficas. Nem sabia que era de Luchino Visconti, apenas sabia que era estrelato pelo Alain Delon, e isso para mim significa que o filme era bom. Só mais tarde, na febre dos DVDs pude me inteirar totalmente das características gerais da película. Mas, nos meus dez ou doze anos apenas queria diversão e o cinema era a minha diversão. Não sei se também, se foi nesse cinema que vi pela primeira vez O Leopardo, com a bela Claudia Cardinale, Burt Lancaser e outra vez, Alain Delon, só esses três nomes já dizia que o filme era bom e, no entanto, para um pré-adolescente que nada entendeu, saiu do cinema um pouco decepcionado. Bom é isso amigo.

            Abraço amigo cinéfilo.

            É isso ... ou, não é?

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