Prezado
caro amigo cinéfilo
Continuando
com essas reminiscências cinematográficas espero que esteja na santa Paz do
confinamento e já tenha se acostumado com a máscara. Eu confesso que o
confinamento não me atrapalhou em quase nada, gosto do meu sossego, de ficar
comigo mesmo, já a máscara ainda não acostumei, mas vamos que vamos e nesse
vamos que vamos, não consigo relembrar mais nenhum filme que possa ter assistido no Cine Teatro Variedades, a
não ser um pequeno acidente, não desastroso, mas aconteceu. A minha prima que
não vou citar o nome, pois se esta chegar a suas mãos não quero que ela venha a
me aporrinhar, entende. Ela me reconheceu na escuridão do cinema pela minha
risada. Até aí nada demais, mas acontece que o seu comentário é que foi por um
certo tempo gracejo entre os familiares.
—
Domingo passado descobri o Vardinho, no cinema pela risada. Estava sentado
atrás de mim. Não sei o que ele achou de engraçado num filme ruim demais, não
sai no meio do filme não sei por quê.
Esse
foi o seu comentário. O pior é que alguém, não lembro quem foi, penso que tenha
sido minha mãe, retrucou.
—
O Vardinho ri por qualquer coisa, parece um bobo.
E
bobo fui chamado por muito tempo. Na hora fiquei indignado, mas depois não dei
bola, e você sabe, se te colocam um apelido e você fica bravo aí que o apelido
pega, e se você não dá bola eles acabam esquecendo, e foi o que fiz. Realmente,
eu ria mesmo por qualquer coisa. E não deveria? Moleque, saindo da infância
entrando na pré-adolescência não queria de saber de nada, queria apenas viver.
Tanto é que ao servir o governo, servi no 17º Regimento da Cavalaria do
Exército em Pirassununga, estava sempre pegando serviço por rir muito, isso nos
três primeiros meses. Por causa das minhas risadas quase fui preso. Mas isso é
uma outra história que não cabe aqui, apesar que daria um bom curta. Ah! o
filme em questão era felliniano 8 ½.
Abraço
amigo cinéfilo.
É
isso... ou, não é?
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