segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.584(2020)

        

            Prezado caro amigo cinéfilo

 

            Vou fazer um parêntesis nesse histórico cinematográfico para contar o ocorrido ontem. Como bom idoso que sou e, por prezar a saúde que por sinal anda muito boa, fui ao laboratório para a coleta de sangue com a finalidade de fazer exame afim de controlar o maldito PSA, isto porque tive câncer de próstata precisando retirá-la. Mas como diria aquele personagem de um filme com a Shirley Maclaine e Jack Lemmom:

            — Bom, mas isso é uma outra história.

            Peguei o primeiro micro ônibus, passei a catraca, não é porque sou idoso – velho é trapo como dizia a grande pensadora minha mãe – vou ficar na frente para descer pela porta dianteira se tem lugar atrás. Digo isso porque tem velhos, digo velhos sim, porque tem alguns que valha meu Deus, insistem em descer pela porta da frente mesmo que tenha lugares depois da catraca, mesmo com o ônibus vazio.

            — É meu direito dizem.

            Dá vontade de dizer:

            — Peguem esse seu direito e...

            Passei a catraca e me sentei ao lado de um senhor, creio de seus quarenta e poucos anos. Nisso, o veículo nem tinha andado cinco metros, sinto que me tocavam o ombro, me viro para ver o que era, vejo um rapaz, moreno, magro passando tendo um mal súbito. Claro, o pessoal, eu, e mais alguns, com cuidado colocamos o rapaz deitado no chão. Ele se estrebuchava, com os olhos vidrados que logo depois fechou como se estivesse desmaiado.

            — Moto – que mania de abreviar palavras, moto! É motorista e não moto. Minhas netas toda a hora falam Pro eu pergunto para elas quem é Pro, e elas dizem:

            — Professora vô.

            Voltando ao rapaz. O motorista para o ônibus e sem saber o que fazer ficava perguntando se ele estava melhor. Até que alguém disse:

            — Vamos levar ele no Posto de Saúde e lá chamamos alguém.

            E assim foi feito. No Posto de Saúde foi chamado uma enfermeira que veio com a cadeira de rodas, colocaram ele e o levaram para dentro. E seguimos viagem. Então, dizendo um ditado clichê:

            — Saímos de casa e não sabemos o que nos pode acontecer ou, mesmo voltar, não é?

            Abraço amigo cinéfilo, amanhã continuou com o diálogo cinematográfico.

            É isso...ou, não é?

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