terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.598(2020)

                        Leitura.

 

            Estou perdendo o pique para a leitura, quer dizer, acho que já perdi. Não tenho mais o afã em ler. A minha frente tem uma pilha de nove livros. Memórias de Adriano, de Marguerite Youcenar; um volume da coleção os Pensadores da Abril Cultural, onde há textos de Jean-Paul Sartre e de Martin Heidegger; A república, de Platão; Decamerão, de Giovanni Boccaccio; Viagem por um mar desconhecido, de Krishnamurti; Um reflexo na escuridão, de Philip K. Dick; A ilha do tesouro, de Robert Louis Stevenson; 15 contos escolhidos, de Katherine Mansfield; Olhos de azeviche, coletânea de dez escritoras negras; e Eu sou a porta, de Bhagwan Shree Rajneesh.

            Esses são os livros que me propus a ler ou, alguns reler, mas estão aqui na mesa a minha frente mais de um ano onde, raramente pego um e passo os olhos sobre suas letras. Isso é normal? Vamos envelhecendo e perdemos o pique que tínhamos? Cheguei a devorar uns dez livros por mês. Eu que gosto, ainda, de escrever deveria manter a leitura, não acha? Tenho mais vontade de desenhar do que ler, talvez porque o ler tenho que focar no entender e, vou confessar algo desagradável, sou ruim para entender. Vejo não como defeito, mas por não ter durante toda a minha vida com quem discutir, filosofar, bater um papo, posto a mente em exercício, em desenvolvimento, entende? E hoje...

            É isso... ou, não é?

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