A brincadeira.
Filha da puta. Não deu
tempo em segurá-lo. Ele gritou:
—
Me pega.
E
ao retrucar para que não fizesse isso, quando fui abrir a boca para impedi-lo,
já estava no ar de braços abertos. A mesa com o impulso que ele dera caiu
causando um barulho ensurdecedor. Mesmo assim, tentei me firmar com os pés meio
abertos, mas não foi suficiente, ao receber o impacto do corpo dele no meu,
procurei amolecer os músculos o que não deu resultado e nos dois caímos na
piscina. Procurei subir logo a superfície, pois não dera tempo em prender a
respiração. Olhei em volta e não o vi, segurei o ar nos pulmões e mergulhei a
procura dele. Estava largado no fundo soltando bolhas pela boca e nariz,
abracei seus braços e puxei para cima. Com dificuldade arrastei seu corpo para
a beira da piscina e comecei a fazer a respiração boca a boca. Na terceira tentativa,
senti uma mordida nos meus lábios ao mesmo tempo uma risada que eu conhecia
bem. Ele rapidamente me empurrou e se levantando e mergulhou nas águas da
piscina. Com raiva explodindo pelos olhos entrei em casa sem dar pelotas a ele.
Logo em seguida o vejo ao meu lado.
—
Desculpe.
—
Desculpe o caralho.
—
Não gostou da brincadeira, né.
—
Vá a merda. Podíamos nos machucarmos feio.
—
Para de ser melodramático.
—
Você não pensa nas consequências, faz as coisas depois que se foda, não é?
—
Já me desculpei, ok.
—
Desculpa, desculpa, queria ver se tivesse batido a cabeça na borda da piscina
estaria aqui pedindo desculpa.
—
Está certo.
—
Vou tomar banho.
Cinco
minutos depois, ele entrou no banheiro e abriu o box. Com isso a raiva se
evaporou junto com o vapor da água quente.
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