quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.600(2020)

Como colocar em palavras uma parte importante da minha vida? Como? Talvez, escrevendo com o coração dirão alguns. Me colocando naquela época, retrocedendo até aquele dia fatídico. Difícil? Penso que não, o difícil é trazer o clima, o ambiente, a emoção, a agitação da noite, colocar o leitor dentro daquela noite, fazer com que ele sinta o que senti ao te ver, aos teus olhares, e depois a tua aproximação e tudo o mais. Estava uma noite agradável, o pequeno ambiente estava cheio de moças, rapazes, alguns idosos, que paqueravam, falavam, os mais ousados se beijavam, os produzidos com cabelos verdes, vermelhos, piercings nas orelhas, sobrancelhas, nariz, lábios, roupas coloridas, largas, ajustadas, mulher com aparência de homem e homem com aparência de mulher. Nada daquilo me chocou e nada daquilo me provocou preconceito, isto é, não tinha e não tenho preconceito, aceito e entendo tudo isso, apenas não esperava me apaixonar. É, me apaixonei. Naquela noite não tinha noção do que me ocorreria, não tinha noção de nada, apenas queria fugir de algo que não sabia. Sim, fugir, e eu sabia sim do que eu fugia.

É isso... ou, não é?

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