Prezado
caro amigo cinéfilo
Permita-me
primeiramente em chamá-lo dessa maneira? Isso cria uma intimidante mais
abrangente, já que nós dois gostamos de filmes, claro, você mais que eu. E o
outro motivo dessa em forma de missiva, é que antigamente fui um grande
missivista, gostava de escrever longas cartas, envelopá-las, fechar, selar e
enviá-las pelo correio. Era fascinante com a caneta bic, numa letra miúda
preencher as vezes duas ou três folhas. Sabe que cheguei a escrever mais de dez
cartas em um dia? E as correntes, com cinco nomes e endereços, você escrevia
para o primeiro nome da lista, apagava e colocava o seu no fim e, com isso se
esperava receber uma infindável de cartas, o mesmo se acontecia com cartões
postais, coisa que fiz e nunca recebi nada. Gostava de escrever, de receber, o
olhar o remetente:
—
Poxa! Que legal, até que enfim fulano respondeu.
E
sofregamente abrir a carta e deparar com a letra do remetente. Era prazeroso.
Escrevíamos sobre todos os assuntos, com missivista de todos os lugares do
país. E a ansiedade era tanta a espera de uma resposta, num tempo que os
correios demoravam para entregar as correspondências, quase sempre extraviava
uma ou outra.
E
a internet chegou e com ela veio o ICQ, Messenger, Skype, E-mails – chegava a
receber mais de quinhentos por dia – Sites, Orkut, Facebook e por fim o maldito
WhatsApp e com isso acabou-se o romantismo de escrever longos textos, ninguém
tem mais paciência em escrever e ler conteúdos bons, positivos, hoje o que
manda é a rapidez, abreviações mantando a ortografia, a gramática.
Assim
demonstrei em rápidas palavras o primeiro motivo dessa ser nesse formato como
uma carta. Amanhã lhe direi o segundo motivo que espero venha me entender.
Com
abraço desse seu amigo cinéfilo.
É
isso... ou, não é?
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