quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.579(2020)

    

            Prezado caro amigo cinéfilo

 

                       

            Olá como vai, meu amigo? Espero que tudo bem. Bom como disse anteriormente, o segundo motivo em escrever em forma de diário missivista ou, missivista diário, é que tenciono, claro que minha mente não é das melhores, descobrir quando tive pela primeira vez contato com a telona, isto é, quando ou que idade, o que é difícil, vi meu primeiro filme. Evidente que será divagações do que provavelmente poderia ter sido. Assim como, não tenho noção do porquê ou o que me fez me conectar com você. Posso afirmar ao ler uma crítica sua sobre algum filme que eu tenha assistido e, por outro lado, ter-me deslumbrado com sua idade e inteligência. Além da minha admiração, fiquei com ciúme ou inveja, pois na sua idade morando no interior, apesar de ler muito, não tinha ambição literariamente falando na espera de algo que pudesse mudar minha vida. Infelizmente, como nada fiz em relação a isso, minha vida continuou na rotina de sempre e nada me aconteceu. E o que me vem à mente são pequenos flashes do que poderia ser, portanto não se pode confiar plenamente no que direi, não é? Há pessoas que lembram de acontecimentos ocorridos em pequena idade, aos três, quatro ou mesmo cinco anos, infelizmente não tive esse dom. Também não sei se você lembra quando teve contato pela primeira vez com a telona. Minha infância, pré-adolescência e adolescência foi no interior onde tínhamos como laser o cinema. E pelo que me lembro desde tenra idade, talvez, aos sete anos ia sozinho ou com meus primos aos sábados à noite onde assistíamos dois filmes que seriam reprisados aos domingos à tarde na matiné, e aos domingos à noite, isso quando não era proibido para maiores de dezoito anos. Vou parando por aqui para que está não fique longa e possamos termos assuntos para as futuras, não é mesmo?

            Abraço desse amigo cinéfilo.

            É isso... ou, não é?

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