Cena 02
Falecimentos,
doenças, luto, angústias... Vivia essas angústias e não reclamava. Por todos os
lados o negativismo a açulava a vida a lhe dar sempre prazer nos passos do dia
a dia. Se ressentia nada lhe indicava a isso, pois trazia a chama transmudada
em sorriso alimentando o corpo viril. As vezes se sentia frágil, outras forte,
no entanto isso sempre ocorria quando houvesse o desaparecer de algo ou alguém.
Se era importante para ela se enfraquecia e, se não era importante se
fortalecia, mas esses atos não lhe davam o alimento de amor que lhe deveria.
Eram apenas atos nada mais. Ele faleceu e daí? Fez a pergunta no seu íntimo e
ao mesmo tempo respondeu:
---
Morreu e eu com isso.
E
seguia em frente sem se preocupar com o fato. Possuía uma fibra indesculpável
de existir nada mais, e os sons que ouvia que de longe lhe chegava aos ouvidos
eram apenas sons provando que a vida continuava e tinha que continuar apesar
dos fatos. Assim era ela.
É
isso... ou, não era?
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