terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 7.612(2020)

                                     Cena 02

 

                        Falecimentos, doenças, luto, angústias... Vivia essas angústias e não reclamava. Por todos os lados o negativismo a açulava a vida a lhe dar sempre prazer nos passos do dia a dia. Se ressentia nada lhe indicava a isso, pois trazia a chama transmudada em sorriso alimentando o corpo viril. As vezes se sentia frágil, outras forte, no entanto isso sempre ocorria quando houvesse o desaparecer de algo ou alguém. Se era importante para ela se enfraquecia e, se não era importante se fortalecia, mas esses atos não lhe davam o alimento de amor que lhe deveria. Eram apenas atos nada mais. Ele faleceu e daí? Fez a pergunta no seu íntimo e ao mesmo tempo respondeu:

                        --- Morreu e eu com isso.

                        E seguia em frente sem se preocupar com o fato. Possuía uma fibra indesculpável de existir nada mais, e os sons que ouvia que de longe lhe chegava aos ouvidos eram apenas sons provando que a vida continuava e tinha que continuar apesar dos fatos. Assim era ela.

                        É isso... ou, não era?

 

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