sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 7.615(2020)

                         Segunda vinte e oito de Dezembro

 

 

Silencio como todas as manhãs dessa minha vida

Silencio emperra a velocidade da alma em pensar

Em repensar no que devo ou deverei fazer

No que devo ou no que deverei escrever

E palavras soltas aparecem querendo existir

E palavras soltas surgem como provocação em ferir

E palavras soltas se deslocam de um lado para o outro

No significado de seus significantes em paralelo

Aos sentimentos do mundo abarrotado sufocado

De inercia e de inúteis vagalumes derrotados

E assim a humanidade continua na letargia

Da virada do ano... Feliz ano novo grita a caterva

E champanhes estouram festejando a morte.

É isso... ou, não é?

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