Segunda vinte e oito de Dezembro
Silencio
como todas as manhãs dessa minha vida
Silencio
emperra a velocidade da alma em pensar
Em
repensar no que devo ou deverei fazer
No que
devo ou no que deverei escrever
E
palavras soltas aparecem querendo existir
E
palavras soltas surgem como provocação em ferir
E
palavras soltas se deslocam de um lado para o outro
No
significado de seus significantes em paralelo
Aos
sentimentos do mundo abarrotado sufocado
De
inercia e de inúteis vagalumes derrotados
E assim a
humanidade continua na letargia
Da virada
do ano... Feliz ano novo grita a caterva
E champanhes
estouram festejando a morte.
É isso...
ou, não é?
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