To na preguiça. A manhã está bonita, latidos, maritacas, vozes, carros, motos anunciam que o dia será estupendo, no entanto, na preguiça meu corpo não quer nada com nada. Se ele se movimenta, talvez, por algum indício de ser preciso, de que deve ser para ser e não ser o que deveria ser, entende? Ser!? O que é necessário para ser? Sou apenas isso o que eu sou: “ser”. Quem ou o que designa o que eu seja para ser? O Todo, essa força que conjunta ao meu eu, que em conjunto com a minha força me faz ser. Mas simplesmente ser, nada mais. É, somente ser e nada mais. Penso que é daí que vem a minha preguiça, ser nada mais. E o que é preciso para ser além de ser? Virar a barraca, chutar o balde, sair do estado de autossabotagem, clicar no delete? Nada se resolverá se você não quiser, e querer requer atos além dos atos normais que fazemos todos os dias. Requer desobediência as regras, ir aonde ninguém foi, onde o desconhecido terá que ser conhecido, onde está o além do além, as vezes saltar obstáculos que ferem, machuca, sangra, no entanto necessário. Entende? E me pergunto: e você está preparado para isso? Olho no espelho, dou risada, e me acho bonito.
É isso...
ou, não é?
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