Manhã de quatro de janeiro de dois mil e vinte
e um
Eu não sei. O que você não sabe? Escrever.
Então não escreva. É preciso para aperfeiçoar o que escrevo. Então escreva. Mas
acontece que se eu escrever vou escrever besteira como estou escrevendo nesse
momento. Olha, eu acho que você é um cara complicado, desencana disso e solte
as palavras nessa tela branca. Soltar fácil falar né, soltar isso, soltar
aquilo, soltar, soltar, soltar, só se fala nisso. E o que queria que se
falasse? Não sei, um encorajamento, uma palavra de incentivo... Vá a merda,
está bom, você sabe que estou sempre te encorajando, te incentivando e você faz
o que, fica se lastimando isso e aquilo, fulano não te ama, não te escreve,
etecetera, vá plantar macaco, se pudesse eu iria embora, mas infelizmente esse
cargo de subconsciente é uma bosta, onde eu for você me acompanha, onde você se
vai tenho que ir junto, que raiva. Ok, prometo vou me comportar, certo? Vamos
ligar o som e dançarmos no meio da sala. Argh tá bem...
É isso...ou, não é?
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