sábado, 23 de janeiro de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.619(2021)

 

Manhã de quatro de janeiro de dois mil e vinte e um

Eu não sei. O que você não sabe? Escrever. Então não escreva. É preciso para aperfeiçoar o que escrevo. Então escreva. Mas acontece que se eu escrever vou escrever besteira como estou escrevendo nesse momento. Olha, eu acho que você é um cara complicado, desencana disso e solte as palavras nessa tela branca. Soltar fácil falar né, soltar isso, soltar aquilo, soltar, soltar, soltar, só se fala nisso. E o que queria que se falasse? Não sei, um encorajamento, uma palavra de incentivo... Vá a merda, está bom, você sabe que estou sempre te encorajando, te incentivando e você faz o que, fica se lastimando isso e aquilo, fulano não te ama, não te escreve, etecetera, vá plantar macaco, se pudesse eu iria embora, mas infelizmente esse cargo de subconsciente é uma bosta, onde eu for você me acompanha, onde você se vai tenho que ir junto, que raiva. Ok, prometo vou me comportar, certo? Vamos ligar o som e dançarmos no meio da sala. Argh tá bem...

É isso...ou, não é?

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