O que eu faço aqui, pensou ao ver o brutamontes a sua frente. Um homem alto, corpo largo, barrigudo, bigode extravagante, com um olhar de matar mosca no escuro, a fazer perguntar que ele já explicou umas quinhentas vezes:
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Não conheço aquela mulher. Não sei quem é.
Então
por que a perseguia? Por que a beijou nos lábios? Por que pegou a bolsa dela?
Ele apenas recebeu o aviso do seu companheiro de que ela tinha sacado uma
quantia o qual ele teria incumbência de aliviar a mulher desse incomodo.
Incomodo? Que incomodo? Ora, de carregar o dinheiro. Mas, o dinheiro é dela!
Como você sabe se é dela, ela pode ter sacado para outra pessoa... Ah! você é
um reles de um ladrão, isso sim. Ladrão! Isso mesmo, um idiota de um ladrão.
Que palavra feia e pesada, prefiro mais aliviador de peso, sabia que as pessoas
tem coisas que não lhe servem e passam a carregar como um fardo, um peso que
elas próprias não sabem que são peso? Não sabia não. Pois é, eu alivio as
pessoas desses pesos. Ora bolas, vai a merda você com essa baboseira. Não é
não, acredite. Para mim chega, levem ele vai ficar um bom tempo preso.
É
isso... ou, não é?
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