quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.637(2021)

             O que eu faço aqui, pensou ao ver o brutamontes a sua frente. Um homem alto, corpo largo, barrigudo, bigode extravagante, com um olhar de matar mosca no escuro, a fazer perguntar que ele já explicou umas quinhentas vezes:

            --- Não conheço aquela mulher. Não sei quem é.

            Então por que a perseguia? Por que a beijou nos lábios? Por que pegou a bolsa dela? Ele apenas recebeu o aviso do seu companheiro de que ela tinha sacado uma quantia o qual ele teria incumbência de aliviar a mulher desse incomodo. Incomodo? Que incomodo? Ora, de carregar o dinheiro. Mas, o dinheiro é dela! Como você sabe se é dela, ela pode ter sacado para outra pessoa... Ah! você é um reles de um ladrão, isso sim. Ladrão! Isso mesmo, um idiota de um ladrão. Que palavra feia e pesada, prefiro mais aliviador de peso, sabia que as pessoas tem coisas que não lhe servem e passam a carregar como um fardo, um peso que elas próprias não sabem que são peso? Não sabia não. Pois é, eu alivio as pessoas desses pesos. Ora bolas, vai a merda você com essa baboseira. Não é não, acredite. Para mim chega, levem ele vai ficar um bom tempo preso.

            É isso... ou, não é?

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