Com os braços apoiados no parapeito da janela olhava a rua que transitava doentes pelas calçadas. Apesar de não estar muito alto não conseguia identificar os rostos apenas o contorno dos corpos onde, alguns pareciam como riscos e outros apenas massa de uma uniformidade horripilante. Não havia trânsito de carros, naquele trecho era proibido, somente transeuntes. Assim sendo, subia até ele vozes numa contextualidade de massa de sons sem que pudesse distinguir o que diziam. Para isso ele teria que descer e, foi o que fez. Desceu os dez andares e se postou à porta do prédio e ficou observando a caterva no seu ir e vir ensandecido. Uns apressados esbarravam uma vez outra nos que vinham em sentido contrário, outros apenas em passos lentos observava as vitrines, alguns com embrulhos entravam e saiam das lojas com mais embrulhos, aos pares ou sozinhos a selva humana deslocava o ar das despreocupações sem se importar com o que pudesse acontecer. Nisso, bem rente a ele passou um homem e olhou em seus olhos. Por instantes o brilho dos dois sem cruzaram. Se distanciando o homem não deixava de olhar para ele como se o convidasse a segui-lo. Sem pensar fechou a porta do prédio e seguiu o homem.
É
isso... ou, não é?
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