sexta-feira, 12 de março de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.644(2021)


            Quando acontece alguma coisa com você que o tire dos eixos normais da rotina, o que você faz? Xinga, grita, se maldiz, o sangue ferver, fica com vontade de bater em meio mundo, não é? Por exemplo, um acidente com o carro, apenas amassa a lataria sem maiores consequências, você sai ileso, nem se fere, e como você age? A mesma coisa, xinga, grita, fale impropérios, tem vontade de matar o causador do estrago, arranca os cabelos, se lastima, não é verdade? E no caso de você perder o celular ou achar que o roubaram. Você desce do ônibus e ao atravessar a rua você nota que não está mais com ele, como você reagiria? Da mesma maneira descrita acima, não é mesmo? Então, essa semana aconteceu isso comigo. Terça feira desci do ônibus, atravessei a rua e ao colocar a mão no bolso... tan tan tan... cadê o celular? Sumiu, escafedeu, desapareceu, voltei na casa da minha filha, não tinha esquecido lá, andei pelos lugares que passei e nada, me conformei, perdi ou roubaram. O engraçado é que não me lembro se ao sair da casa da minha filha se tinha pego o celular ou não, lembro de tê-lo tirado do bolso para ver as horas, mas não lembro se foi no ponto do ônibus ou na casa da minha filha, entende, sabe quando você tem coma alcoólica, fica aquele vazio que você não lembra o que fez num determinado período, então isso o que senti, não lembro determinadas coisas entre o sair do apartamento até descer do ônibus. Não xinguei, não lastimei, nada disso, apenas disse eu e minha neta:

            --- São Sá Longuinho, São Sá Longuinho, ajude o meu vô recuperar o celular que eu dou os três pulinhos.

            E tenho certeza de que vou recuperá-lo.

            É isso aí... ou, não é? 

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