sexta-feira, 19 de março de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.647(2021)

             Meu silêncio impera constrangido pelo próprio silêncio voraz das coisas que me rodeiam. Não sou capaz de ler os signos das fibras e muito menos os signos nos lábios murchos pelos choros dos que perderam. Mas sinto como se fosse eu a perdê-los, como se fosse eu a derrocada final da humanidade, como se fosse eu o culpado por não ter ido ainda. Sim, ainda estou aqui escrevendo e ainda vou continuar por muito tempo escrevendo o que me passa pela mente mesmo que seja apenas uma palavra ou apenas uma letra estarei aqui e aqui ficarei quem sabe pela eternidade das eternidades.

            É isso... ou, não é?

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