Comprei um caderno. Um caderno onde escreverei ou descreverei tudo o que se passa comigo. As angústias, as ansiedades, as decepções, o dia a dia enfim tudo o que acho necessário, agora se vão ler ou não é outros quinhentos, é outra história. Foi assim quem em um mil novecentos e noventa comecei o meu diário, o primeiro caderno e este ano está completando o oitavo caderno, isto quer dizer, que ao todo são oito cadernos, oito anos escrevendo para mim mesmo e não tenho a pretensão em parar. Quando comecei pegava um ônibus que tinha um itinerário longo, atravessava quase a cidade toda, assim era possível registrar os acontecimentos durante o percurso. Atualmente pego um micro ônibus até a estação Penha do metrô e, em seguida, vou até a estação do Tatuapé e lá pego outro micro ônibus. Portanto são trajetos pequenos não dando tempo nem de escrever uma linha, porém, ah, porém, se sair um pouco mais cedo, sentando-se num dos bancos da estação Penha talvez conseguirei anotar algumas coisas, não é? Vamos ver...
Merda! Por causa da pandemia o shopping está
fechado, só abrirá ao meio-dia, nem ir ao banheiro não pode.
E os ônibus lotados. E gente que vai para lá e
gente que vem para cá.
É isso aí... ou, não é?
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