quinta-feira, 4 de março de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.641(2021)

           

            A perseguição durou poucos minutos. O sujeito entrou num prédio sem antes verificar se seu perseguidor estava atrás dele. Ele entrou atrás e se deparou com uma escada e no topo o sujeito o esperava. Seguiu-o. no segundo andar o homem sumiu numa porta que ficou entreaberta. Ele aos poucos foi escancarando a porta e se viu num aposento sem definir se era sala, quarto ou o que fosse, pois tudo tinha um ar de abandono. O sujeito estava na janela de frente para ele. Alto, corpo largo, rosto moreno o esperava. Lentamente se a chegou e, com o corpo quase encostando no corpo do outro. Sentiu ou ouviu em sua mente algo como:

            --- Você me quer?

            Não respondeu, não ouve tempo, rapidamente foi beijado e jogado ao chão sujo de poeira. Não teve nenhuma reação, numa sofreguidão foi possuído pela excitação tanto dele como do outro. Se beijaram longamente, e sem se perceberem estavam nus, e o mundo sumiu ficando apenas os dois em pleno ar na troca de caricias e desejos que compartilhavam um com o outro. Num dado momento, tudo voltou a realidade. Estavam novamente deitados no chão sujo e empoeirado. Quietos, se vestiram e se postaram a janela com os braços apoiados no parapeito. Aceitou o cigarro que lhe foi oferecido. E sem dizerem nada desceram as escadas e se postaram a porta do prédio. Observavam o vai e vem das pessoas quando, rente a eles passou um sujeito e olhou no olho dos dois e fez um gesto com a cabeça de sigam-me. Se olharam e aceitaram o convite.

            É isso... ou, não é?

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