A
perseguição durou poucos minutos. O sujeito entrou num prédio sem antes
verificar se seu perseguidor estava atrás dele. Ele entrou atrás e se deparou
com uma escada e no topo o sujeito o esperava. Seguiu-o. no segundo andar o
homem sumiu numa porta que ficou entreaberta. Ele aos poucos foi escancarando a
porta e se viu num aposento sem definir se era sala, quarto ou o que fosse,
pois tudo tinha um ar de abandono. O sujeito estava na janela de frente para
ele. Alto, corpo largo, rosto moreno o esperava. Lentamente se a chegou e, com
o corpo quase encostando no corpo do outro. Sentiu ou ouviu em sua mente algo
como:
---
Você me quer?
Não
respondeu, não ouve tempo, rapidamente foi beijado e jogado ao chão sujo de
poeira. Não teve nenhuma reação, numa sofreguidão foi possuído pela excitação
tanto dele como do outro. Se beijaram longamente, e sem se perceberem estavam
nus, e o mundo sumiu ficando apenas os dois em pleno ar na troca de caricias e
desejos que compartilhavam um com o outro. Num dado momento, tudo voltou a
realidade. Estavam novamente deitados no chão sujo e empoeirado. Quietos, se
vestiram e se postaram a janela com os braços apoiados no parapeito. Aceitou o
cigarro que lhe foi oferecido. E sem dizerem nada desceram as escadas e se
postaram a porta do prédio. Observavam o vai e vem das pessoas quando, rente a
eles passou um sujeito e olhou no olho dos dois e fez um gesto com a cabeça de
sigam-me. Se olharam e aceitaram o convite.
É
isso... ou, não é?
Nenhum comentário:
Postar um comentário