Não
poderia dizer se era profundo ou não. Uma força o empurrava para baixo
impedindo de levantar a cabeça. E não sabia se estava num tanque, piscina, lago
ou mesmo mar. Mar não era, tinha certeza, a água de cor verde não possuía
movimentos. Era uma água parada. Distinguia pontos pretos como se fossem gravetos.
Mesmo com a reação que fazia no intuito de subir à tona, a água continuava
parada. Por outro lado, não existia a pressão da água sobre ele, apenas a
sentia e a desconhecida força empurrando-o a permanecer debaixo da água.
Sufocava-se, abria a boca na intenção de encher os pulmões de ar, mas nada
acontecia, nem ar e muito menos água, somente sufocação oprimindo o peito. Como
último recurso, fez pressão contrária e percebeu a resistência se
enfraquecendo. Aumentou a força. Estava conseguindo, notava que a cabeça se
enguia em direção à tona. Começava a ter esperança, já sentia a cabeça na
superfície respirando o ar, mas aconteceu de abrir os olhos e o peito arfou
violentamente e respirou o ar do quarto. O batimento cardíaco se normalizou,
soltou um suspiro aliviado, puxou a coberta para o peito e se virou para o
canto da parede voltando a dormir.
É
isso... ou, não é?
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