Confissões nada confiáveis.
25.08....
Faço aqui uma pergunta: “Qual é o prazer de matar?” Não o matar gratuito, mas aquele matar para eliminar, tirar do mapa quem está atrapalhando. Provar a vibração da carne, veia, sangue e músculo pulsando ao contato da mão. Apertar o pescoço aos poucos, bem devagar, sentir o fluir do sangue se paralisando no último suspiro.
Tiro, facada, paulada não tem graça, a morte
instantânea é fria, não provoca prazer e, muito menos satisfação. Você não
sente a vida escorrendo das suas mãos. Só os covardes usam desse ardil, não
sabem o que é prazer, não sabem o que é o pulsar da emoção. Emoção não é só
viver os instantes, os momentos de futilidade burguesa.
Empurrar a pessoa na linha do metrô, na frente do
ônibus ou escada abaixo é ato caridoso. Não se pode nos dias de hoje ser
caridoso, a caridade é só para os santos, para os que têm a vida regada no
cotidiano imbecil. Deixa de captar o desespero se debatendo sob as mãos. Fica
sem aquele olhar lentamente se fechando ao implorar vida. Não se ouve o ar
fugindo pela garganta transformada num som horripilante e ao mesmo tempo fascinante.
O que dá satisfação não é a morte em si, mas o debater dos braços e pernas, o
olho na luta para se manter aberto, o som que sai rasgando a garganta e, por
fim, o silencio dos movimentos, a paralisação total da vida.
Exausto e contente, você celebra o poder, quase
orgástico, da sua força sobrepujando outra que se extingue ao mesmo tempo em
que você, confiante sente que nada o impedirá de continuar o caminho.
Pense nisso, só assim o mundo se tornará melhor.
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