domingo, 16 de maio de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.675(2021)

  

            É necessário escrever. Interruptamente. Sem descanso. Sem parada se possível. Rolar a ponta da caneta no papel áspero e regurgitar insanidades mil. Vomitar sentimentos únicos, próprios e reais para sanar o que for no fundo do poço que é a alma humana. Retirar a essência dolorosa e transformá-la na mais pura forma de amor. E se jogar no mundo de aventura corporal e abstrata dos sonhos um dia realizáveis. E flanar prazeres nos desconhecidos e conhecidos braços obscenos de desejos desenfreados e arrebatadores. Flanar como pluma ao sabor do vento suave da tarde, onde o sol pranteia a vida com seus raios luminosos, e se recolher nos braços da noite. E numa embriagues patética cair na cama para morrer mais uma noite.

            É isso... ou, não é?

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