O
dia esparrama vitalidade nos movimentos desenfreados dos zumbis ensandecidos em
comer os próprios cérebros. O fraco sol não aquece devidamente as moléculas da
cidade. Prédios apontam para o céu suas incapacidades de sobrevivência
protegendo os mortos vivos. Tudo é perdição involuntária de não ser sendo o que
me leva a procura inútil do que não sei. Nos cantos escuros a caça torna-se
perigosa, as vezes necessariamente mortal levando-me ao vazio da humanidade que
há em mim. Não me importo da solidão, não sou depressivo da solidão, sou
depressivo do amor não correspondido. E se há momentos que as lágrimas
descontroladas rolam pela face é por que a fraqueza me domina e, para não
deixar que ela me domine, luto e dou a volta levantando-me quantas vezes
necessário for.
É
isso... ou, não é?
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