Talvez, penso eu, não sairei de casa hoje a não ser ir ao supermercado, escreveu no caderno de anotações. Dizia, não só para ele e quase sempre a quem ouvisse, precisava ficar em casa, mesmo que sozinho sem ter o que fazer e criar colocando a imaginação para funcionar, escrever, ler, ouvir música ou mesmo ver filmes pornôs. Precisava sentir-se criativo como se fosse dono do próprio nariz, fazer sua estrada, caminhar por ela livre e despreocupado no querer ser ele mesmo, querer o infinito da vida se entregando freneticamente ao amor num ato surreal e profano.
É isso... ou, não é?
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