No sonho transitávamos como criança alegre não sabendo o porquê de tanta alegria.
Estranho, disse você.
Calmo como o vento dobra o frágil capim, respondi:
estranho seria se não sonhasse.
E com o sorriso branco de seus dentes, caminhou num
pisar macio e carinhoso por todo o campo do meu corpo.
Tornei-me translúcido ao mesmo tempo em que, carinhoso
e macio, por todo o prado do teu corpo caminhei.
A sombra dos picos róseos deitei meus lábios sedentos
e aninhei-me como criança que não sabe o porque de tanta alegria.
Nenhum comentário:
Postar um comentário