quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.734(2021)

         

                                    Excalibur

 

            Roberto pegou o rifle e atirou para o alto. Eram mais ou menos treze horas. O estrondo que a arma fez, ricocheteou na água do pequeno lago e nas árvores afugentando os pássaros numa revoada ensurdecedora. Em seguida, jogou a arma no meio do lago e, lhe pareceu que uma mão feminina, saindo das profundezas do lago, pegasse a arma igual a espada Excalibur, mas nada disso aconteceu, a arma afundou rapidamente nas águas do lago. Enfiando as mãos nos bolsos, cabeça baixa, se afastou como se nada tivesse acontecido. Momentos depois, refestelado na cama, olhando o teto do quarto, sentiu que algo o incomodava, não sabia o que era, o peito inquieto subia e descia acelerando a respiração. Chegou à conclusão que o estar ali deitado a olhar o teto do quarto não o incomodava, o que o incomodava era algo maior e que se soubesse o que era o seu dia poderia ter maior proveito do que já tinha.

            É isso... ou, não é?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vazia.

                                            Vazia. A minha mente está vazia.Vazia.Vazia.Tanta coisa as quais posso escrever e nada me vem à ...