Excalibur
Roberto
pegou o rifle e atirou para o alto. Eram mais ou menos treze horas. O estrondo
que a arma fez, ricocheteou na água do pequeno lago e nas árvores afugentando
os pássaros numa revoada ensurdecedora. Em seguida, jogou a arma no meio do
lago e, lhe pareceu que uma mão feminina, saindo das profundezas do lago,
pegasse a arma igual a espada Excalibur, mas nada disso aconteceu, a arma
afundou rapidamente nas águas do lago. Enfiando as mãos nos bolsos, cabeça
baixa, se afastou como se nada tivesse acontecido. Momentos depois, refestelado
na cama, olhando o teto do quarto, sentiu que algo o incomodava, não sabia o
que era, o peito inquieto subia e descia acelerando a respiração. Chegou à
conclusão que o estar ali deitado a olhar o teto do quarto não o incomodava, o
que o incomodava era algo maior e que se soubesse o que era o seu dia poderia
ter maior proveito do que já tinha.
É
isso... ou, não é?
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