terça-feira, 28 de setembro de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.736(2021)

             A timidez se projetava em aliança com o acanhamento numa projeção de atos deixando-o envergonhado. Em algumas situações a face ficava vermelha a ponto de senti-la queimando. Nessas horas queria sumir, se aprofundar num buraco e ficar por muito tempo. Infelizmente isso não acontecia e ele precisava enfrentar as gozações, as piadas maldosas. Os músculos ficavam rígidos, a mente vazia, não surgiam palavras nenhuma para revidar e, assim, estático permanecia até que o esquecessem. Muito tempo depois, ainda sentia no estomago a frieza do ocorrido, até que uma nuvem encobria tudo a ponto de não lembrar mais os fatos. E a vida continuava, tinha que continuar queira ele ou não. Se concentrava para que de novo não caísse na mesma esparrela, mas acabava se desconcentrando e quando percebia estava novamente envolvido pela timidez.

            É isso... ou, não é?

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