quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.737(2021)

             Dia de aula de música e lá estava o avô com as netas no centro cultural, devidamente mascarado. Os professores se esforçavam para ministrar a aula devido as máscaras e a distância entre os alunos. Crianças e adultos numa roda imensa como convém as orientações da pandemia. Uma hora depois ele e as netas desciam a rua para o ponto ônibus. E como só passava ônibus superlotado, resolveu chamar um Uber. Se dirigiu para um lugar menos movimentado e com um olho no celular e dois nas netas que brincavam, chamou o Uber.

            --- Meninas fiquem perto do vô.

            --- Vô, to com fome, disse uma.

            --- Vô, to cansada, disse a outra.

            --- Vê se não demora que as meninas têm provas ainda, mensagem no WhatsApp da vó.

             Nisso o Uber acha um motorista. Quatorze minutos o tempo para ele chegar ao destino de partida. O vô esperou mais de trinta minutos e nada do motorista, e de repente o fulano cancela o chamado.

            --- Que merda!

            --- Que foi, vô.

            --- O motorista cancelou a chamada.

            --- Vamos pegar o ônibus.

            --- Vamos, to vendo que está passado ônibus vazio.

            E voltaram para o ponto de ônibus, por sorte chegou um bem vazio. Pegaram, elas sentaram e o vô em pé procurava cancelar a chamada do Uber, até que conseguiu e teve que pagar uma taxa pelo cancelamento. Engraçado, quando é eles que cancelam a chamada não pagam taxa nenhuma, mas quando é a gente temos que pagar uma taxa, pensou o vô, pena que não lembro o nome do motorista que cancelou a chamada para reclamar.

            --- Que merda!

            --- O que foi vô.

            --- Nada.

            É isso... ou, não é?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vazia.

                                            Vazia. A minha mente está vazia.Vazia.Vazia.Tanta coisa as quais posso escrever e nada me vem à ...