segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.726(2021)

                      

            A casa é uma geladeira. Ontem estava com a camisa do pijama e mais três blusas de lã, meias, calça de moletom e tremia mais que bandido em meio ao tiroteio da polícia, apesar que hoje é a polícia que tem medo de bandido, não é? Então, portanto o frio era, que dizer era não, é tanto que meus dedos ficam roxos dormentes na parte da manhã. E se mexo com água então, nem vou te contar, congelam. Quando vou sair não sei se saio com uma ou duas blusas, pois a temperatura dentro de casa é pior doque fora, então penso que está tremendamente frio e não está, entende? Caralho, como tenho bronca de frio e devemos agradecer a tudo que nos acontece, não é. Então vamos agradecer: sou grato pelo frio, gratidão por estar sentindo frio... e por falar nisso, quem está sofrendo com essa merda de frio são minhas plantas coitadas, por causa do frio não tenho regado, estão sem ver água a mais de vinte dias. Com esse frio nada de aguá-las. É, mas você lava louça, não lava? Sim, lavo e tenho que lavar, o que acontece que lavar louça só molho as mãos e regar as plantas molho os pés, mãos é uma aguaceira que você nem imagina. Tá certo...

            É isso... ou, não é?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vazia.

                                            Vazia. A minha mente está vazia.Vazia.Vazia.Tanta coisa as quais posso escrever e nada me vem à ...