"No te asustes de la noche
Que en la noche vivo yo".
A noite escorre o sulco pelas bordas da paisagem de
concreto onde as almas migram de esconderijo para esconderijo. Escrevo nas páginas
escuras da pele, pois à noite não me assusta. Ando por intrincados meandros na
descoberta do que não sei para sentir o eu pulsante. Balbucio os sons dos
esqueletos dos prédios vazios com suas luzes fantasmas. Cheiro odores ao
esquadrinhar bares de sangues alcoólicos na paz dos copos. Sinto no milímetro
do aço a ação do tempo corroendo os braços. Escalo roteiros ao concretizar os
passos de angústia pelas esquinas. Vivo cada grão luminoso em intensidade
limite. Sou à noite no meu corpo se transfundindo com a noite da cidade.
Vivo simplesmente para concretizar a saudade ao meu viver.
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