Ao ouvir sua voz dizer lentamente agoniada: sofro, resolveu não dizer nada porque nada lhe iria adiantar qualquer questionamento naquele momento, isto porque, logo em seguida foi envolvido pelo fio da razão canalizando o irreal do que fez ao lançar no ar mental a simples palavra no silêncio da vida.
Sofro,
e numa conscientização mórbida nada concreta, se espantou ao repeti-la vezes
seguidas como mantra.
A
sólida consciência chegou a ele ao entender que o que tinha feito só era para
ser feito daquela maneira e não outra.
E
mesmo que a repetição fosse interrompida, o que aconteceu é que a palavra se
solidificou no espaço real deformando o que dela ele acreditava e onde fixada
demonstrou que não havia uma saída razoável.
Assim,
criou a sua própria armadilha e nela prisioneiro permanece para o todo sempre,
amém.
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