quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.750(2021)

                         Ao ouvir sua voz dizer lentamente agoniada: sofro, resolveu não dizer nada porque nada lhe iria adiantar qualquer questionamento naquele momento, isto porque, logo em seguida foi envolvido pelo fio da razão canalizando o irreal do que fez ao lançar no ar mental a simples palavra no silêncio da vida.

                        Sofro, e numa conscientização mórbida nada concreta, se espantou ao repeti-la vezes seguidas como mantra.

                        A sólida consciência chegou a ele ao entender que o que tinha feito só era para ser feito daquela maneira e não outra.

                        E mesmo que a repetição fosse interrompida, o que aconteceu é que a palavra se solidificou no espaço real deformando o que dela ele acreditava e onde fixada demonstrou que não havia uma saída razoável.

                        Assim, criou a sua própria armadilha e nela prisioneiro permanece para o todo sempre, amém.

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