O
que estava na sua mão era uma maçaroca de difícil desenrolar. Não conseguia
distinguir a gola da manga, a manga da barra, a barra do corpo, quando ele
pegava pela barra, não era a barra era a manga, quando pegava na manga não era
a manga, era gola. Caralho, como foi acontecer isso, perguntou sem pronunciar
nenhuma palavra. Não... espere... tenho que puxar essa ponta para cá e aquela
para lá e, nada feito, a maçaroca continuava. Já estava decidido pegar a camisa
e jogar longe. Puta que pariu, olha o que a máquina fez com a camisa, a única
camisa bonita que tinha entre as vintes. A que ele mais gostava. Suspirou. Vou
tentar mais uma vez se não conseguir... E cinco minutos depois, com calma
conseguiu desembaraçar a maçaroca que a máquina de lavar tinha feito com a
camisa.
É
isso... ou, não é?
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