sábado, 18 de dezembro de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.760(2021)

                         

            quatro horas e onze minutos da madrugada do dia dezessete de dezembro e eu querendo fazer algo que não sei o que, e esses pernilongos me picando, o que devo fazer, pergunto ao meu eu, e ele responde educadamente, se coça ou mata, mas como disse a Monja Cohen, coitadinhos, eles são filhos de Deus, ok que sejam, mas que coitadinhos o que, são um saco suas picadas, não sei para que servem, servem só para aporrinhar mesmo com seus malditos ferrões, agora a pouco, antes de começar esse dialogo com você, meu eu querido, vi uma publicação no Instagram que mostrava um ambiente, talvez um quarto, com um colchão e uma televisão no chão sem mais nada, simples, nada mais, e um texto mais ou menos assim: “começo para uma vida para sua libertação e felicidade”, como não me lembrava, procurei a postagem e não achei, gostei e concordo, me identifiquei, mas no entanto o que adianta fisicamente essa transformação se espiritualmente você ainda está no seu quarto antigo, ao seu super confortável quarto supérfluo com penduricalhos inúteis e descartáveis, que adianta, preso a questões sentimentais... não é, bem a madrugada foi proveitosa, vamos ver como será o dia com essa chuva que não para mais, não é...

            é isso... ou, não é.

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