Mudam-se os astros
Mudam-se os astros. Mudam-se os atos. Diferentes são as cenas, mesmo que a
primeira vista pareça idêntica, mas olhando na profundeza de cada uma, veremos
as diferenças. Tudo muda menos o cenário. É sempre o mesmo. Podem-se trocar os
objetos, os móveis, colocar um aqui, outro ali, jogar alguns fora, um de canto
outro de revés, colocar proteção, armários ou o que quer que seja ele será
sempre o mesmo. Um cenário grotesco, frio, sem beleza, carregado de negativismo
e, nada solucionará colocar um vasinho de flor, fotografias de familiares,
bibelôs, e outros adornos para se criar uma atmosfera falsa nada conveniente
com o local.
Mudam-se tudo. Mudei eu? Não sei, creio que
tenha mudado, pois aquele que não se adapta as mudanças pode-se considerar
morto. Adapto-me sem preconceito ou moralismo nostálgico. Vou ao infinito do
meu eu para encontrar o eu verdadeiro que sempre fui e que, por ignorância, não
me vejo. Passo de uma manhã a outra me rejubilando com o cosmo do meu corpo.
Grito de felicidade. Pulo. Canto. Incinero-me no brilho do teu sorriso que
silenciosamente me queima. Não sei. Mas acho que me apaixonei sem saber que
estava apaixonado.
Na distância dos corpos o destino nunca será realizado.
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