Eu sei
Eu sei, mas não custa tentar, não é? Disse para ela.
Creio que ninguém entendeu essa frase no texto anterior. Quem disse para ela? E
quem é ela? Ficou meio solta a sentença. Mas explico, isto é, vou tentar
explicar. Quem disse, acho desnecessário explicar. Mas ela, quem é ela?
Mistério dos mistérios.
Como frisei em texto anterior, todas as ultima sexta-feira do mês, a firma
oferecia um café para os aniversariantes do mês, onde além de se comer e beber,
era oferecida uma cantoria de parabéns, seguidas de ip-ip- hurra aos
contemplados.
Porém, o americano deu um peido a quilômetros,
ou seria, milhas e milhas de distância espalhando seu fedorento cheiro aos
quatro ventos. Logicamente, essa fragrância atingiu as águas brasileiras
empestando de norte a sul, do oeste a noroeste, obrigando várias firmas reduzir
os gastos supérfluos. Portanto, encurtando um pouso esse blá bla e cri
cri o café das manhãs foi cortado.
Então, numa atitude carinhosa, quando se
aproxima o aniversário de alguém, a chefe passa de mesa em mesa recolhendo o
din din para o presente de fulano ou sicrano. E toda vez ao passar por ele,
dizia: “Tudo bem, participo, mas no meu aniversário não vou querer nada,
combinado?” ao que a chefe respondia: “Ok, combinado.” Sabia que ela respondeu
por responder, não cumpriria o combinado. Portanto, respeitosamente, mandou um
e-mail quase nesses termos:
“Vocês não são amigos mesmo, não é? Amigo que é
amigo faz o que o amigo pede.”
Ao fim do expediente, ao sair do prédio, por
uma coincidência, cruzou com a chefa que, ao emparelhar com ele, disse:
- Que negócio é esse de ninguém é amigo?
- Ah, o e-mail.
- Sim, como...
- Mas é verdade, amigo que é amigo faz o que o
amigo pede, ou não.
- Concordo com você...
- Então, se vocês são meus amigos, devem fazer
o que peço correto?
- É, mas nesse caso, você não será atendido, falou?
Assim se necessário era ou não, aqui está a explicado a frase inicial do texto anterior.
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