Silenciosos
Silenciosos
os objetos estampam a imobilidade do ser humano
Demonstram
a fragilidade de cada um ao ser manuseado
Na
pacifica incongruência da vida cada objeto tem sua finalidade
Servir
a quem deles precisarem nesta quinta feira de verão
Ruge
lá fora, o brilho do sol irisando sombras e divisas abstratas
Queima
aqui dentro peles delicadas em reclamações disparatadas
Fálicos
pudores encobrem moralismos pardos em noites claras
Risadas
e vozes passeiam por entre mórbidos escombros da carne
Teus
olhos se dispersam entre multidões pecaminosas e frágeis
Guardo
na lembrança tua presença intensa e maravilhosa
Não
padeço da tua ausência que não existe no eternamente
Não
padeço, pois sempre tenho você junto a mim à hora que quero
Mesmo
estando longe ou perto recolho tua ausência na palma da mão
E
silenciosamente, durmo na paz de sermos dois num só coração
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