segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Pequenas histórias 308

 Silenciosos



Silenciosos os objetos estampam a imobilidade do ser humano
Demonstram a fragilidade de cada um ao ser manuseado
Na pacifica incongruência da vida cada objeto tem sua finalidade
Servir a quem deles precisarem nesta quinta feira de verão

Ruge lá fora, o brilho do sol irisando sombras e divisas abstratas
Queima aqui dentro peles delicadas em reclamações disparatadas
Fálicos pudores encobrem moralismos pardos em noites claras
Risadas e vozes passeiam por entre mórbidos escombros da carne

Teus olhos se dispersam entre multidões pecaminosas e frágeis
Guardo na lembrança tua presença intensa e maravilhosa
Não padeço da tua ausência que não existe no eternamente

Não padeço, pois sempre tenho você junto a mim à hora que quero
Mesmo estando longe ou perto recolho tua ausência na palma da mão
E silenciosamente, durmo na paz de sermos dois num só coração

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