O dia como sempre
amanhece meio sombrio, depois o sol tímido aparece, esquenta um pouco, talvez
lá pelo meio do dia caia uma garoa fina, conforme o dia uma garoa mais forte, e
com isso a temperatura abaixe. Talvez o dia passe corriqueiramente, ou passe,
demoradamente para os mais angustiosos. Tudo depende do que na alma de cada um
vai, não é mesmo?
Vamos passando no
fio dos segundos compondo a rotina dos dias. Vamos pisando nas pedras
conscientes de que possamos, distraídos, falsear o pé causando dor. Dor que
podemos curar com um simples curativo, mas por algo desconhecido, desejamos e
até alimentamos essa dor que, ilusoriamente creditamos como aprendizado.
Sabe, há uma
angustia enferrujada emperrando os movimentos apesar, dos avanços em todos os
sentidos. Parece que a geração atual, já nasce consciente da frustração
engajadas no DNA dos pais, que por sua vez, trouxeram dos pais deles. Não há
mais a explosão de entusiasmo no futuro. Tudo leva a crer que o futuro,
presente e passado é uma coisa só. Os mais eufóricos dizem que não se faz mais
dias como antigamente, que não se faz mais isso ou aquilo, no entanto, a culpa
é deles mesmos, pois não veem que o tempo é só facção humana de sofrimento
fracionando os gostos de cada um.
Tínhamos espaços,
era verdade, tínhamos mais calma nas cidades, nas ruas, as casas não precisavam
de grades, mas éramos prisioneiros dos sentimentos sociais, dos costumes
moralistas aferrolhando nossos movimentos. Hoje continuamos presos, mas livres
de sociais sentimentos sem nos preocuparmos com moralismos apodrecidos. Não me
perguntem qual era o melhor, ontem ou hoje. Posso dar uma resposta evasiva, sem
muitas explicações dizendo, que o momento é o melhor, mesmo que ele já seja
passado. Só posso dizer que antes, os acontecimentos eram somente nossos, hoje
os acontecimentos são de todos, é do mundo. O que acontece aqui influencia o mundo,
o que acontece no mundo influencia aqui.
Como disse, não procure me entender, procure me ler.
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