É meu amigo, há tanta coisa errada! E como podemos fazer, pelo menos, tentarmos mudar um pouco, não o mundo, mas as coisas erradas que nos rodeia ou, conhecemos. Não sei se devemos mudar ninguém tem esse poder, nem de mudar a si próprio, acho que devemos e, passar isso adiante, é sempre fazer o certo, passar conscientização de se fazer o certo seja quando, onde e como for. Conscientizar o povo, a população ou o próprio indivíduo, para mim deve ser o primordial e, não fazer isso ou aquilo para melhorar lá e ali, entende? Criar escolas se não tem alunos conscientes em querer aprender, se não tem professores conscientes em ensinar; para que criar hospitais se não tem médicos conscientes em curar e não voltados apenas em enriquecer, se não tem funcionários em fazer um bom serviço... Se eu sei que é errado montar minha banquinha na calçada para vender quinquilharias, porque vou fazer isso? Claro que cada caso tem suas implicações sociais, morais, sobrevivência, política, financeira e etec tera e tal. Mas sabendo que é errado e que não devo montar minha banquinha na calçada, já é um grande avanço. No entanto é mais prazeroso ficar com um olho no “rapa” e outro na banquinha para não ser roubado, do que passar oito horas ou mais, fechado num escritório ou carregando peso, não é mesmo?
Conversando com
Eleno Kieloswky, descendente de polonês, brasileiro, tendo parentes numa
cidadezinha de nome impronunciável, diz que lá o povo tem consciência do que é
certo ou errado, claro, como toda cidade tem seus pontos negativos. E citando
uma expressão dele: “o que preciso é aprender a ser mais esperto.” Ressaltei a
ele que esse “ser mais esperto” trazia em sim, um sentido de duplicidade, ou
melhor, dizendo, dúbio, o qual ele definiu muito bem. Que há o esperto que vive
para evitar acidente como o que ele foi envolvido, ser esperto para não cair em
falcatrua, em evitar más consequências e, que há o esperto, malandro, sacana,
que faz tudo para tirar proveito, até mesmo ferindo terceiros, o tal do
“jeitinho brasileiro”, a Lei do Gerson. Ele tem consciência disso e procura
viver dentro dessa conscientização, arrematou no final. Ponto para ele.
Foi quando, não sei por que, Dubai foi citada. Eleno não concorda com a
exuberância luxuosa de Dubai. Não há de errado em querer se construir prédios e
mais prédios, em criar um mar num lugar que a temperatura é abaixo do zero. O
que ele é contra, como disse, o que falta ali é conscientização da fome que
assola vários lugares do mundo. Que aquele luxo exacerbado poderia e daria para
matar a fome de muitos países. Ele dá valor para a inteligência do homem em
criar aqueles prédios imponentes, giratórios, mares artificiais, as casas
avançando mar adentro e tudo o mais. Porque não usar essa inteligência e
dinheiro para a cura de infecções que se alastram e dizimam milhares de
pessoas. E disse sem remorso nenhum, se um dia acontecer um Tsunami e arrastar
toda aquela luxúria não ficaria com pena nenhuma.
Quieto, sem
argumento, pois de um assunto pequeno, quer dizer, local passamos para um
assunto mundial, desvirtuando um pouco do assunto, já estando na hora do
almoço, sem que, nos despedimos prometendo uma nova conversa ou uma continuação
do assunto levantado.
Arrematando quero
dizer: se as pessoas tivessem o poder de assumir a conscientização do que é
errado e do que é certo, posso te garantir que tanto São Paulo como o Brasil,
estaria bem melhor, pode acreditar.
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