sábado, 9 de abril de 2022

Amizade.

 

 Não consigo, através da névoa que encobre meus olhos, ver a paisagem que a minha frente se desenrola. Pequenas manchas se distribuem aqui e ali moldando sombras indistinguíveis. Forço a vista a ponto de sentir a pressão do globo tentando abrir a Íris o quanto ela pode. Não consigo, mas forço, quero ver o que não estou vendo, quero distinguir as sombras que, sei, são imagens formidáveis e belas povoando a magia dos meus sonhos. Não, não sou cego, cego sou das suscetibilidades não apreendidas que, uma vez ou outra, fura a pele trazendo-me a realidade crua e inviável onde meu corpo repousa no marasmo manso da afabilidade. Não sei, não sei, não sei se é isso que me interessa. Não sei francamente. Mas é isso que no dia a dia ofereço ao deus do corpo adormecido.

Nem toda a luz no final do túnel é a luz que desejamos, por isso ofereço meu braço para que possamos juntos, vencer a luz capenga e alcançar a verdadeira luz consolidando assim, nossa amizade.

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